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Figura 1: campo magnético da Terra (Cortesia NASA) 1.AMAS A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Figura 1), AMAS ou SAA (do inglês, South Atlantic Anomaly) é uma região onde a parte mais interna do cinturão de Van Allen tem a máxima aproximação com a superfície da Terra. O resultado é que para uma dada altitude, a intensidade de radiação é mais alta nesta região do que em qualquer outra, observar que na figura 1 existem diferentes tonalidades de azul, estas indicam uma menor ''blindagem'' propiciada pelo campo magnético da Terra [1]. A AMAS é produzida por um "mergulho" no campo magnético terrestre na região, causada pelo fato do centro do campo magnético terrestre estar deslocado em relação ao centro geográfico por 450 km aproximadamente [3]. Figura 2: Locais onde espaçonaves em órbita sofreram danos (Cortesia NASA). A variação diurna da altura da camada ionosférica "D", associada à Anomalia Geomagnética do AtLântico Sul é menor [1]. O fenômeno afeta satélites e outras espaçonaves com órbitas a algumas centenas de quilômetros de altitude e com inclinações orbitais entre 35° e 60°. Nessas órbitas os satélites passam periodicamente pela AMAS, ''ficando expostos durante vários minutos às fortes radiações que ali existem.[1]'' . A "International Space Station", orbitando com inclinação de 51.6°, necessita de revestimento especial para suportar as fortes radiações oriundas do Sol, em especial na região da AMAS, também o Space Telescope Huble tem limitadas as observações durante sua passagem sobre o Sul do Brasil. A AMAS sofre um deslocamento para oeste, sua velocidade é 0.3° por ano. A taxa de deslocamento é muito próxima da rotação diferencial entre o núcleo da Terra e sua superfície, estimada estar entre 0.3° e 0.5° por ano.
2. O Sol
O Sol é a estrela que domina o sistema planetário em que se encontra a Terra. Sua presença ou ausência determina o dia e a noite. A energia irradiada é aproveitada por seres fotosintéticos que constituem a base da cadeia alimentar, assim é a principal fonte de energia que mantém a vida. Os processos climáticos são afetados de forma significativa pelo Astro Rei [2].
Figura 3: Sol (Fonte:NASA)
Sua idade é gira em torno de 4,5 bilhões de anos, sua fase atual é
denominada seqüência principal, cujo tipo espectral é "G2". Quase a
metade de todo o combustível, o Hidrogênio, já foi consumida, mas
presume-se, continuará brilhando por cerca de cinco bilhões de anos. A
luminosidade do Sol então será cerca de duas vezes maior que a atual. Na Tabela 1, abaixo, estão demonstradas as principais características da estrela.
Após o próximo período de 5 bilhões de anos, ocorrerão transformações que poderão resultar na destruição de todos os planetas do sistema solar e provavelmente na criação de uma nebulosa planetária ou uma anã branca conforme sugerido na figura 4.
Figura 4: Ciclo de vida do Sol (Cortesia Tablizer http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ea/Sun_Life.png) Basicamente o Astro Rei consiste numa esfera gasosa incandescente em cujo núcleo ocorre a geração energética através de reações termo - nucleares. Seu estudo serve de base para o conhecimento do Cosmo, seu brilho aparente é cerca de 200 bilhões de vezes maior do que o de Sírius, estrela mais brilhante do céu noturno [2].
Figura 5: Fotosfera Solar (Fonte: NASA) A fotosfera solar (Figura 5) tem a aparência de um líquido
em ebulição com grânulos ou bolhas com aproximadamente 5.000 km de
diâmetro, ao fenômeno se nomina “granulação fotosférica”. O período de
duração dos grânulos, é de aproximadamente 10 minutos entre a formação
e o escoamento, estes são as partes superiores de colunas de gás que
sobem devida convecção. A “zona convectiva” está localizada abaixo da
fotosfera e entre os grânulos existem regiões mais escuras, nestas, o
gás é mais frio e mais denso, portanto se escoa para dentro, fechando
assim as correntes de convecção. 2.2 Cromosfera
Figura 6: A Cromosfera Solar. (Fonte: NASA) A cromosfera do Sol (Figura 6)
normalmente não é visível, porque sua radiação é muito mais fraca do
que a da fotosfera. Pode ser observada no entanto, durante os eclipses
solares, quando a Lua esconde o disco solar. É uma região de transição
entre a fotosfera e a coroa solar cuja temperatura varia de 4 mil
Kelvin e 20 mil Kelvin. Na região são observadas algumas linhas
espectrais de hidrogênio e de cálcio.
2.3 Coroa
Figura 7: A Coroa Solar (Cortesia NASA) A Coroa Solar (Figura 7) é a camada que abrange
praticamente todo o Sistema Solar. Sua densidade de matéria diminui na
medida em que se afasta do Sol, e é cerca de 10 milhões de vezes menor
que a fotosfera. Não se pode enxerga-la em condições normais, isso
ocorre porque a emissão de luz da região é cerca de um milhão de vezes
menor que a luz emitida da fotosfera. Uma maneira prática de se
verificar a sua existência, é durante as observações solares, quando
ocorrem os eclipses totais. Existe outra forma de observa-la, é com um
instrumento óptico chamado coronógrafo. É possível separar a coroa solar em três regiões: 1 - Coroa interna, cuja espessura é cerca de 1,3 raios solares a partir da cromosfera; Durante todo o movimento de translação a Terra está imersa na coroa solar, a radiação provinda do Sol atinge-a continuamente. 2.4 Zona de Irradiação A Zona de Irradiação, é a região do Sol onde a energia se
propaga em ondas eletromagnéticas e o lugar onde o meio atenua sua
propagação, assim, quanto mais denso for o meio, mais a energia será
atenuada. 2.5 Zona de Convecção
A chamada “Zona de Convecção” é a região do Sol em que a
energia se propaga através de movimentos convectivos. Assim, a parte
que está interando com a “Zona de Irradiação” se aquece diretamente,
neste processo há uma redução de densidade da matéria aquecida, esta
tende a subir para a superfície e a matéria que está na superfície
tende a descer, entrando assim em contato com a “Zona de Irradiação”,
aquecendo-se e repetindo o ciclo. 2.6 Manchas Solares
Figura 8 a) - Mancha Solar (parte escura lado esquerdo próximo ao Equador solar) observada durante o trânsito de Mercúrio (Ponto negro quase ao centro, abaixo do equador solar) em 08 de novembro de 2006. Fonte: Mila Zinkova http://home.comcast.net/~milazinkova/Fogshadow.html Figura 8 b) – 400 anos de ciclos de manchas solares registradas. Fonte: Robert A. Rohde - Global Warming Art project
Figura 8 c) Mancha Solar e Comparação ao tamanho da Terra (Fonte: SOHO - NASA - ESA) Mancha solar [2] é uma região onde ocorre uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol (Figura 8 c), possuem intensos campos magnéticos, cerca de 1000 vezes mais intensos que a superfície solar normal, 0,1 T contra 10-4 T, quando de sua ocorrência parcialmente bloqueiam a energia transmitida para cima pelas células de convecção na região sub fotosférica, quanto maior suas quantidades, maiores são as alterações na ionosfera terrestre, influem nas comunicações de rádio e condições climáticas do planeta, entre outros efeitos. Aparecem ciclicamente seus tamanhos variam de poucos milhares de quilômetros até centenas de milhares de quilômetros. São regiões mais frias (cerca de 2000 K) e mais escuras em contraste com a fotosfera solar circunvizinha. Emitem menos energia do que a fotosfera em geral, são geradas por campos magnéticos toroidais que são trazidos à superfície solar, por efeito de empuxo. As manchas colares vem sendo monitoradas desde 1610, são os sinais de atividade solar mais antigos observados por estudiosos e estão presentes por quase todo o tempo. Não surgem de forma aleatória em qualquer ponto da superfície do Sol, normalmente aparecem primeiro nas latitudes médias, acima e abaixo do equador. As manchas podem surgir isoladas ou em grupos, o campo magnético associado é bem mais intenso no período conhecido como ciclo solar (de onze anos). O seu tamanho é bem diversificado, geralmente maiores que o nosso planeta. São medidas em termos de milionésimos da área visível do Sol. Uma mancha é considerada grande quando mede entre 300 e 500 milionésimos do disco solar. A maior já registrada foi em 1947, com 6.132 milionésimos - quase 1/7 do disco solar. À medida que a atividade solar vai aumentando, vai aumentando a sua ocorrência e esta se desloca em direção ao equador solar, até formar o chamado “diagrama de borboleta” [2].
Figura 9: Diagrama da Borboleta (Cortesia: NASA)
2.7 Campo magnético do Sol
Para se detectar o campo magnético solar, é necessária a utilização de um instrumento chamado “espectrógrafo de alta dispersão”, este aparelho possibilita a observação de linhas duplas triplas de emissões espectrais produzidas nas proximidades das manchas solares. Assim, se pode notar que no lugar de uma linha espectral com certo comprimento de onda, aparece uma linha à direita e outra à esquerda daquela que era esperada. Ao fenômeno de duplicação de linhas de campo é dado o nome de “efeito Zeeman”, e este ocorre quando a fonte emissora de luz está submetida a um forte campo magnético. Assim, presumindo-se que a fonte emissora é a mancha solar, foi possível calcular que o campo nessa região está em torno de 5.10-8 nT, e que o campo magnético geral, produzido pelo Sol é da ordem de 1 a 2.10-13 nT, também se observou que está orientado no sentido norte – sul. Outro fato interessante, é que nas regiões onde se medem campos magnéticos intensos (10-8 nT), sua orientação se dá na direção leste-oeste. A explicação seria que o estado de plasma da matéria Solar, ofereceria uma baixa resistência à corrente elétrica, isso faria a estrela se comportar como uma bobina elétrica. Outra possibilidade seria que as linhas de força do campo magnético estariam confinadas no plasma, e se comportariam como se as partículas que compõem o plasma acompanhariam o fluxo de matéria. Assim, a rotação diferenciada acabaria deformando as linhas como se fossem fitas a girar. As linhas de campo magnético provavelmente sofrem um processo de condensação, até assumir uma forma espiralada. As espirais através de todos os meridianos e todas as direções seguiriam a rotação leste-oeste. Esse efeito explicaria a chamada “saia de bailarina”. Figura 10: Saia da Bailarina (Fonte: NASA) A concentração das linhas de campo equivale a uma maior
intensidade dos campos magnéticos em relação à sua situação inicial, e
como a rotação não é uniforme cada espiral pode ser esticada até formar
uma espécie de laço. De tempos em tempos os laços se rompem e afloram
para a superfície. Assim se formam as manchas solares.
Também se podem citar a constante solar e a irradiação. A primeira é a quantidade de energia recebida no alto da atmosfera da terra perpendicularmente orientada em relação aos raios solares, esta é em torno de 1.368 W/m2, este valor é proveniente de uma média anual medida em órbita da Terra. A irradiação pode ser definida como a quantidade incidente de energia eletromagnética numa superfície por unidade de tempo, e por unidade de área. Antigamente se nominava “fluxo solar”. Ao mensurá-la (em órbita), se tem uma medida de energia eletromagnética incidente numa superfície perpendicular à radiação provinda do Sol na atmosfera da terra.
2.8 O Vento solar
Figura 11: Chegada do
vento solar à Magnetosfera da Terra. Note-se que o Campo magnético da
Terra tem um "formato de cauda de cometa" devida interação vento
solar-magnetosfera.(Fonte: ESA) O vento solar é a emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar. Essas partículas podem ser elétrons e prótons além de sub-partículas, neutrinos, por exemplo. Próximo da Terra a velocidade das partículas é em torno de 400 km/s no equador a 800 km/s nos pólos, sua densidade gira em torno de 10 partículas por centímetro cúbico. As variações na coroa solar devida rotação do Sol e sua atividade magnética tornam o vento solar variável e instável, exercendo influência nos gases ao redor da estrela e planetas próximos a ela. As caudas cometárias, por exemplo, tem sua orientação conduzida pela sua direção que também influi nos campos magnéticos planetários, pois defletem as partículas, impedindo-as de chegar às superfícies dos planetas. A deflexão das partículas do vento solar varia conforme o campo magnético do planeta: quanto maior a intensidade magnética, tanto maior o desvio.
3. A Terra
Terceiro planeta do Sistema
Solar considerando a distância do Sol, e quinto dos planetas segundo
seu tamanho, a Terra é o único que se conhece existir vida. Presume-se
ter a mesma idade do Sol e Sistema Solar, (4,570 bilhões de anos).
Devida rotação não tem uma forma esférica perfeita, a região dos pólos
achatada, lhe propicia uma forma elipsoidal. Na sua forma real
chamamo-la "Geóide", pelo fato de ser irregular e ondulada. Figura 12: A Terra, (Fonte: NASA/Google Earth)
Internamente, a Terra, da mesma
forma que demais planetas "terrestriais", é dividida através de
critérios químicos e físicos. Se pode dizer formada por uma camada
externa chamada crosta, praticamente composta de silício, a seguir
possui um manto de alta viscosidade, e mais internamente um núcleo
sólido envolvido por uma pequena camada líquida que dá origem a um
intenso campo magnético devida convecção do material eletricamente
condutor. Quando ocorrem erupções vulcânicas, se pode, através da
análise do material ejetado, verificar as condições internas do
planeta. A superfície tem a idade aproximada de 100 milhões de anos; as
partes mais velhas da crosta terrestre têm até 4,4 bilhões de anos
[10], [11]. Figura 13: As camadas internas da
Terra e da atmosfera da Terra
(Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/07/Earth-crust-cutaway-english.png)
Camadas internas: Composição química:
Tabela 2: Características da Terra (Fonte: ESA) 3.1 Interior
Inicialmente formada por materiais líquidos ou pastosos, e devida ação gravitacional, a matéria mais densa está contida no interior da Terra, e, os materiais menos densos na superfície. Assim, o núcleo se compõe de 80% de ferro, o níquel e o silício, materiais também abundantes, estão mais acima. O chumbo e o urânio, presume-se, acabaram por permanecer na crosta devida sua escassez. É sabido que o estado físico de muitos materiais é
dependente não só da temperatura mas da pressão, desta forma, o manto
terrestre em determinada profundidade é sólido, se liquefazendo no
momento em que ocorre um alívio de pressão devida alguma ruptura na
crosta. Assim o material silicático do manto se liquefaz, e passa a ser
chamado de "magma", este, ao se solidificar, forma a chamada rocha
ígnea plutônica ou intrusiva. Ao acontecer fissuras na crosta, ocorre o
extravasamento do magma para a superfície. Assim, ao entrar em contacto
com a atmosfera e/ou hidrosfera, passa a ser chamado "lava", se
líquido. Após esfriar, o material se transforma em rocha "ígnea
vulcânica" ou extrusiva. 3.2 O Manto e a Crosta terrestres
4. Interação Terra - Sol
As emissões provindas do Sol podem causar impactos dos mais diversos na Terra, podendo gerar desde tempestades magnéticas até alterações significativas no nível de eletrização da atmosfera e da ionosfera. No caso das tempestades magnéticas, foram criados índices geomagnéticos [10], [11].
4.1 Índices Geomagnéticos
Alguns efeitos dignos de nota
são: a variabilidade climática, as tempestades, as variações
ionosféricas, geomagnéticas, além da modulação dos raios cósmicos entre
outros que também seguem as peridiocidades do nosso Astro Rei. A
chamada conexão Terra-Soll é estreita e complexa, sua causa e
efeitos são estudados e mapeados para posterior entendimento dos
processos que ocorrem no ambiente espacial que interconecta o nosso
Planeta à sua Estrela. A quantidade de manchas solares pode ser considerada determinante das condições ionosféricas e eletromagnéticas a nível mundial. É sabido que em épocas de maior atividade solar, a radiação e partículas diversas são lançadas ao espaço e chegam na ionosfera terrestre interagindo e influindo em todo o sistema atmosférico e iônico. As ondas de rádio ao se propagar através da atmosfera terrestre, acabam refletindo e/ou refratando nas partículas ionizadas que formam verdadeiras nuvens, melhorando, ou piorando assim a propagação de rádiofreqüência. O número de manchas é calculado por amostragem observada na superfície solar visível, levando-se em consideração também a sua área. Para termos uma leitura precisa em tempo real das condições solares, atualmente existem gráficos publicados na Internet, nos mais diversos sites que oferecem estes serviços, em especial pode-se consultar o endereço: http://www.sec.noaa.gov/today.html Figura 14: Índices Solares (Fonte: NOAA)
Para obter as condições em tempo real, é utilizada uma antena apontada diretamente para o Sol, conectada a um receptor sintonizado em 2,8 Ghz. Em 12 meses de observação e compilação de dados, se obtém a média de manchas solares que é chamada de número plano de spots (SSN) . Este número é conhecido como SFI ( Solar Flux Index ). Figura 15: Solar Flare (Fonte: NOAA)
O índice Boulder A é a média quantitativa da medida da atividade geomagnética derivada de uma série de medidas físicas, é por natureza linear e tem uma escala entre 0 e 400, é de sua compilação nas últimas 24 horas que é derivado do índice K das últimas 3 horas gravado em Boulder no estado do Colorado, Estados Unidos. O índice K é logarítmico e tem uma escala de 0 a 9 , é o
resultado das medidas das últimas 3 horas magnetométricas medidas,
comparadas com o campo geomagnético orientado e sua intensidade que são
obtidos sob condições geomagnéticas calmas. A atividade geomagnética, ou, tempestades solares, raios - X , Flares ( dilatações solares ) podem causar uma reação adversa na propagação de ondas eletromagnéticas na Terra. O índice A nos mostra a estabilidade geomagnética . Magnetômetros em diversos pontos do planeta são usados para gerar o número chamado "Índice Planetário K". Quando lido abaixo de 3, geralmente indica na média, estáveis e boas condições de propagação eletromagnética. Qualquer número acima de 3 indica absorção nas ondas de rádio. A cada ponto mudado, reflete-se significantes mudanças nas condições. Geralmente as medidas mais elevadas são encontradas nas altas latitudes do globo terrestre. Quando se obtém uma leitura de valores altos de A e K , estes podem ser devidos efeitos de instabilidade geomagnética que tendem a ser mais concentradas nas regiões polares. Em geral, para longa distância, a regra para manuseio será sempre: mais alto SFI e os mais baixos números A e K nos darão as melhores condições em altas freqüências. O índice A deverá preferencialmente estar abaixo de 14, e a atividade solar baixa ou moderada. Se o índice A declina abaixo de 7 por alguns dias, e o SFI (Solar Flux Índex) é alto, haverá melhora na propagação intercontinental . Pode-se escutar o SFI e os índices A e K na WWV aos 45 minutos de cada hora, nas freqüências de 5, 10 e 15 MHz . Ou observar nos sites específicos da internet. Para gráficos a cada 5 minutos , na internet http://www.sec.noaa.gov/today.html 5. Atmosfera da Terra A atmosfera é fina camada presa
a Terra pela força da gravidade. Segundo Barry e Chorley, sua
composição e estrutura vertical possibilitaram o desenvolvimento da
vida. Não existe um limite definido entre o espaço exterior e a
atmosfera, presume-se que esta tenha cerca de mil quilômetros de
espessura, 99% da densidade está concentrada nas camadas mais
inferiores, cerca 75% está numa faixa de 11 km da superfície, à medida
em que se vai subindo, o ar vai se tornando cada vez mais rarefeito
perdendo sua homogeneidade e composição. O estudo da evolução térmica
segundo a altitude revelou a existência de diversas camadas
superpostas, caracterizadas por comportamentos distintos. Como sua
densidade vai diminuindo gradualmente com o aumento da altitude, os
efeitos que a pressão atmosférica exerce também diminuem na mesma
proporção. A temperatura varia entre camadas em altitudes diferentes,
portanto, a relação matemática entre temperatura e altitude também
varia, sendo uma das bases da classificação das diferentes camadas. A
estrutura atmosférica está dividida em três camadas relativamente
quentes, separadas por duas camadas relativamente frias. Os contatos
entre essas camadas são áreas de descontinuidade, e recebem o sufixo
"pausa", após o nome da camada subjacente [4], [5].
Figura 16: Atmosfera da Terra. (Cortesia NASA)
5.1 Ionosfera
A ionosfera se localiza entre
sessenta e aproximadamente quatrocentos quilômetros de altitude, é
composta de íons, plasma ionosférico, e, devida sua composição, reflete
ondas de rádio até aproximadamente 30 MHz. Seu maior agente de
ionização é o Sol, cuja radiação nas bandas de raios-X, e ultravioleta,
insere grandes quantidades de elétrons livres em seu meio.
Os meteoritos e raios cósmicos
também são responsáveis pela presença secundária de íons na região, e a
densidade de elétrons livres é variável de acordo com a hora do dia,
estação do ano, e variações da composição química da alta atmosfera.
A cada 11 anos, obedecendo ao
ciclo das manchas solares, a densidade de elétrons e a composição da
ionosfera sofrem mudanças radicais, podendo inclusive bloquear
totalmente as comunicações [1] , [2].
Figura 17: Ionosfera e atmosfera e a ionosfera. À direita um ionograma (Crédito Angeloleithold: http://br.geocities.com/atmosfera_ionosfera/IonogramLayerIonosphere_py5aal_angeloleithold.jpg).
Nas zonas mais baixas, os
elétrons livres e íons desaparecem, pois sempre a recombinação
prevalecerá sobre a ionização, devida maior densidade de partículas.
Nas zonas mais altas é muito baixa a densidade de gases, moléculas e
átomos e a quantidade de radiação, ou seja a energia provinda do espaço
é muito alta, porém, não existem gases, átomos, ou moléculas livres o
suficiente para ser ionizadas, portanto só haverá ionização à medida
que mergulhamos na atmosfera, até uma certa profundidade. A propagação
de ondas eletromagnéticas no plasma ionosférico, se comporta
analogamente como ondas sônicas dentro de fluídos de diferentes
densidades. Ora refletindo, ora refratando, ora sem oferecer
resistência alguma, e ora refletindo e refratando. Num plasma com N
colisões elétron - partículas (íons, átomos, moléculas,elétrons,
neutrinos, etc), levando-se em conta o movimento térmico dos elétrons,
pode-se dizer que tem ora características fluidas, ora características
sólidas, pois o plasma não é líquido, nem sólido, tampouco gasoso [2],
[3]. Continua > Ver Segunda parte desta monografia |
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